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“Ide. Eis que eu vos envio como
cordeiros para o meio de lobos” (Lucas 10.3).
Há algum tempo atrás uma propaganda do governo,
espalhada em cartazes pela cidade, anunciava: “Para o lobo o culpado é
sempre o cordeiro”.
Essa frase chama a nossa
atenção para esses dois animais que dificilmente podem conviver juntos,
devido à natureza de ambos. O cordeiro é um carneiro novo e ainda tenro.
Figuradamente, quer dizer pessoa mansa e inocente. O lobo é um mamífero da
ordem dos carnívoros e é o animal que maior número de lendas, falácias e
concepções errôneas tem originado.
A Bíblia fala sobre o lobo
para explicar o comportamento de alguns crentes e líderes de nossas igrejas.
Jesus ensina que os falsos profetas sempre vêm disfarçados de cordeiro, mas
que interiormente são lobos vorazes (Mt 7.15). Paulo ensinou aos presbíteros
de Éfeso que, depois da sua partida, lobos cruéis entrariam no meio da
igreja para não poupar o rebanho (At 20.29).
Quem gostaria de conviver
com pessoas de tais características? Aparentemente, o que devemos fazer é
fugir dos lobos, correr para salvar a própria vida.
Existe, porém, um verso
muito interessante, onde Jesus diz aos seus discípulos: “Ide, eis que vos
envio como cordeiros para o meio de lobos”. Um contra-senso, poderíamos
dizer. Como ir para o meio de lobos sendo cordeiros? Seremos esmagados e
dilacerados pela voracidade com que eles destroem os cordeiros.
Todavia, nesse momento,
convém lembrar as palavras de Cristo que garantiram que a sua presença
conosco seria constante: “Todos os dias”, ele disse. Não há nenhum
momento sequer em nossas vidas em que a presença do Supremo Pastor não possa
garantir a nossa segurança. Com ele ao nosso lado, quem deve ficar
preocupado são os lobos.
Continuemos agindo e
vivendo como ovelhas do Bom Pastor e deixemos que ele cuide das nossas
circunstâncias e das nossas vidas.
Orar: “Senhor, cumpre
teus propósitos em minha vida, mesmo que tenhas que me enviar para o meio
dos lobos”.
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