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DIÁRIO DE BORDO
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O desafio de perdoar
Está em nós a vontade de fazer justiça. Ficamos de olho e não deixamos que ninguém quebre algum direito nosso. A lei nos permite buscar ressarcimento por prejuízos que outros nos causaram. A moral e os bons costumes nos mandam “ferver” quando um crime hediondo é cometido. Festejamos quando os culpados por golpes e falcatruas são desmascarados e punidos.
 

autor
Carlos Sider
Engenheiro e Administrador. Cristão há mais de 20 anos. Atuou como executivo em diversas empresas e hoje é Diretor Geral da Magna Latina, empresa que engloba a Provoice.
É casado com Thelma e tem 3 filhos, Ricardo, Marina e Cristina


Está em nós a vontade de fazer justiça. Ficamos de olho e não deixamos que ninguém quebre algum direito nosso. A lei nos permite buscar ressarcimento por prejuízos que outros nos causaram. A moral e os bons costumes nos mandam “ferver” quando um crime hediondo é cometido. Festejamos quando os culpados por golpes e falcatruas são desmascarados e punidos. 

Lembro de uma vez, ainda menino, em que um dos meus irmãos aprontou uma comigo. Fiquei tão nervoso que queria enforcá-lo. Meu velho avô, vendo toda a situação, me aconselhou a tomar um saco de carvão inteirinho e, fazendo de conta que o meu irmão era um mourão de cerca próximo da cena, jogar nele pedaço a pedaço de todo aquele carvão com toda a força que eu tivesse.

Ah, como eu me senti emocionado! Enfim um dos mais velhos entendia meu problema! Comecei a seguir aquele conselho com toda a força que eu tinha.

Quando acabei com todo o carvão, ofegante, meu avô me convidou a ir ver a obra. As poucas marcas de carvão no mourão eram absoluta minoria perto da sujeira que eu havia deixado em volta. E logo após ele me promoveu um encontro com o espelho. Eu estava da cor do carvão. O fantoche do meu irmão – o mourão de cerca – era o mais limpo. As redondezas estavam sujas mas eu era, sem dúvida alguma, o campeão da sujeira.

Independentemente do que é certo ou do que é errado (meu irmão levou uma sova do meu pai naquele dia), a nossa necessidade por justiça pode nos levar a perder o senso, e acabamos imundos com todo carvão que queremos jogar no ofensor. Ele continua lá, quase que imaculado, mas nós, coitados...ficamos amargurados, estressados, doentes.

Perdoar é a vacina contra ressentimentos e ignorâncias. Deus diz que Ele cuida do resto. Afinal, Ele tudo vê! “Minha é a vingança, diz o Senhor”.

Perdoar não é fácil, mas foi o que Ele fez para que hoje pudéssemos ter comunhão com Ele. E Ele mesmo nos ensina a orar: “Pai, perdoa as nossas dívidas assim como aos outros nós temos perdoado”.

Perdoar é o caminho. Precisamos querer andar por ele.
 

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