seja assinante da

e receba gratuitamente esta revista em seu e-mail.
Clique aqui para fazer o seu cadastro
 
 

 

  
 


DIÁRIO DE BORDO
conheça o mais novo CD de Carlos Sider,

ouça um pouco de cada canção,
clicando aqui

 





Se é pra Deus, qualquer coisa serve???
...qual é o papel dos líderes das igrejas e dos ministérios? Exigir o melhor no serviço de Deus? Lutar até o fim contra aquela conhecida frase de que ”já que é pra Deus qualquer coisa serve”? Descer o porrete na avacalhação?
Francamente? Acho que não!

autor
Carlos Sider
Engenheiro e Administrador. Cristão há mais de 20 anos. Atuou como executivo em diversas empresas e hoje é Diretor Geral da Magna Latina, empresa que engloba a Provoice.
É casado com Thelma e tem 3 filhos, Ricardo, Marina e Cristina


Este é o décimo artigo de uma série: Os planos que dão certo.

Na etapa anterior desta série falamos de um Deus grandioso, maravilhoso, que faz uma absurda diferença em nossos ministérios. Aliás, ministérios que Ele mesmo nos dá. Por mais que planejemos, que façamos a nossa lição de casa, Ele sempre tem Seus toques de Deus, imprevisíveis, surpreendentes, absolutamente sobre-humanos.

E é bom que nunca nos esqueçamos: se podemos ter a “ousadia” de entrar na presença de Deus, e receber Dele um ministério, um encargo, uma missão, é unicamente porque Ele assim quis. Foi enviando o Seu próprio Filho para morrer em nosso lugar, pagando com preço de sangue a conta que era nossa. Nós não custamos barato para Deus.

Mas por que, ora bolas, somos tão avacalhados com os nossos ministérios? Por que nossas igrejas estão repletas de gente fazendo as coisas do jeito que dá, se der, quando der. E aí de quem falar que poderia ter sido feito melhor. Ai de quem falar que não está bom.

Em nosso emprego fazemos o melhor que podemos. Em nossa profissão queremos ser os melhores. Quando compramos algo, é bom que não venha com defeito. Quando contratamos um determinado serviço, por certo não aceitamos um serviço entregue pela metade. Temos nossos direitos, afinal.

Mas na hora de falarmos de ministério, parece que os nossos direitos se invertem. Parece que assumimos o direito de poder fazer para Deus qualquer coisa, de qualquer jeito, na hora que pudermos, se pudermos.

Igrejas e ministérios sofrem hoje em dia o mal terrível do descompromisso. Infelizmente, a cada dia que passa os que de fato suam a camisa e decidem tomar a cruz e seguir a Cristo são poucos e menores em número.

De outro lado, permanece sempre presente um outro número de cristãos, voluntários, altamente compromissados mas pouco capacitados. Tesoureiros de igreja sem qualquer habilidade ou conhecimento de contabilidade, cantores de coral desafinados, músicos que pouco estudam ou se esmeram em fazer o que fazem, enfim, gente com toda boa vontade do mundo, mas que nem sempre chega onde precisa.

E qual é o papel dos líderes das igrejas e dos ministérios? Exigir o melhor no serviço de Deus? Lutar até o fim contra aquela conhecida frase de que ”já que é pra Deus qualquer coisa serve”? Descer o porrete na avacalhação?

Francamente? Acho que não!

Confesso que já fui partidário de “não deixar barato com quem faz corpo-mole”. Sempre tive dificuldades (e ainda as tenho) com coisas mal feitas, com coisas feitas por gente que faz de qualquer jeito. Profissionalmente aprendí a ser criterioso, aprendí a praticar o conceito de “se algo merece ser feito, merece ser bem feito”. Mas sempre que fui aplicar estes mesmos conceitos nos ministérios onde participei ou liderei, dei com os burros n’água.

Mas também não creio que “deixar rolar qualquer coisa” seja a solução.

Qual a melhor receita para resolver o problema?

Bem... como era de se esperar, a melhor solução é a de Deus. E eu lhe convido a lembrar do episódio, vivido por Jesus, conhecido por nós como o da viúva pobre (está na Bíblia, no evangelho de Marcos, cap. 12, vs. 41 a 43). Creio que estes 3 versos bíblicos trazem toda a solução para o problema. E diga-se de passagem, uma solução absurdamente simples.

1º fato – Deus mede a intenção do coração, não a qualidade “humana” do que fazemos - Humanamente as ofertas dos ricos eram muito mais representativas. Mas a viúva colocou lá duas moedas de cobre, de muito pouco valor.

2º fato – Deus avalia o quão sacrificial é nossa oferta – Náo importa se estamos falando de ofertas financeiras ou trabalho. Estamos ofertando a Deus. E a viúva ofertou todas as suas posses.

3º fato – O que define o “sacrifício” é a proporção da oferta diante do que Deus nos dá – Os ricos deram do que lhes sobrava, e sobra não é sacrifício. A viúva deu tudo o que ela tinha. Deus não se agrada do que nos sobra, e nem nos pede o que náo temos.

Tentando aplicar estes conceitos aos nossos problemas de liderança, proponho algumas convicções que trago comigo:

Como lidar com as pessoas de boa vontade e “nem tão boa” capacidade? Creio que há dois tipos, o que devemos avaliar “como Deus avalia”:

- os que são do ramo, mas não são tão bons como alguns outros – se o resultado deles se parece com o da viúva pobre, se o trabalho deles é o melhor que eles podem dar (até um pouco mais), reconheça e deixe rolar. Deus se agrada. Exemplos: músicos no ministério de louvor – podem não ser os melhores profissionais do ramo, mas que fazem o seu “arroz-com-feijão” com seriedade e com todas as ferramentas que Deus lhes deu.

- os que definitivamente não são do ramo – se eles estão querendo ofertar do que Deus não lhes deu, ajude-os a descobrir isso, ajude-os a achar o seu real ministério. Exemplo: cantores de coral ou músicos que querem estar na linha de frente, mas não tem a mínima condição técnica de fazer isso. Mesmo que aleguem toda “sinceridade” do mundo. A estes costumo dizer que, quando tiverem um problema cardíaco, que me chamem. Com toda “sinceridade” do mundo, terei prazer em ser o cirurgião, mesmo sendo engenheiro.

E como lidar com os capazes que não querem nada com nada? Que só fazem o que dá, quando dá, se dá... Enfim, como lidar com os descompromissados? Creio que esses são os ricos da história da viúva pobre, dando do que lhes sobrava. Mas, por mais vontade que tenhamos de exigir algo, creio que não é o que Deus faria. Afinal, sacrifício não se exige. Que mostremos a eles do que Deus se agrada. Que os motivemos a fazer mais. E se mesmo assim houver mudança na atitude deles, talvez seja hora de mudá-los. Às vezes, melhor contar com amadores motivados do que com profissionais desmotivados ou esnobes.

Enfim, se é pra Deus qualquer coisa serve? De jeito nenhum! Se é pra Deus, tem que ser do melhor. Não necessariamente do melhor do mundo, mas do melhor que temos nas nossas mãos, do melhor do que o próprio Deus nos dá.

Que sejamos sábios, sérios diante de Deus. E que não sejamos cínicos. Maldito o homem que faz a obra de Deus relaxadamente.



Para ver os demais artigos desta série, clique sobre o título:

Deixe o planejamento para depois
Espelho, espelho meu
Elefante não sobe em árvore... a não ser que...
Líder: seu negócio é mudança
Dize-me com quem andas e te direi quem és
Será que não é hora de desocupar a moita?
Legado valioso ou comprovante de idiotice?
A diferença entre homens e meninos
Deus sempre guarda o melhor só pra hora da festa!

Líderes que mais atrapalham do que ajudam
Prestar contas faz um bem danado!
Há uma boa química entre nós?
Bem está, servo bom e fiel!


 

saiba mais sobre este autor e seu trabalho em www.carlossider.com.br  
Clique aqui para ver outros artigos deste autor, e de outros
Clique aqui para voltar ao VOICE

 
Clique aqui para comentar este artigo
Seu comentário será enviado ao autor
Clique aqui para acessar a página inicial da Provoice
Clique aqui para enviar uma cópia deste artigo para um amigo

PROVOICE - 19-3856-7132 - Vinhedo, São Paulo, Brasil