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Sou
engenheiro químico em minha formação profissional. E uma das coisas que
diferencia um engenheiro de um químico é a atenção do primeiro não às
reações químicas pura e simplesmente, mas às condições do processo que
permitem que estas ocorram, e com eficiência. Ao processo industrial. Ao
caminho que leva as matérias primas ao reagir entre si e produzir algo
diferente.
Um bom processo, bons resultados. Mau processo, maus resultados. E isso não
ocorre apenas na química, mas na vida toda.
E foi nesta última semana que tive acesso ao estudo de um fulano chamado
Os Guiness, que p ublicou
em seu livro Prophetic Untimeliness (Inoportunidade Profética), a
descrição de um processo que leva os homens ao desastroso encontro com a
infidelidade e a irrelevância.
Os passos do processo que oferecem ao final este nefasto resultado são:
1) assume-se alguma novidade como sendo verdade
2) algo tradicional e verdadeiro é abandonado
3) todo o resto é adaptado
Fiquei impressionado com a simplicidade do processo. Mais ainda com a
pertinência disso que chamei de “fábrica de bobagens”.
Eu o convido a verificar comigo como é verdadeiro esse negócio. E nada
melhor do que o exemplo da queda do homem – Adão e Eva. Vamos lá.
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Passo
1 |
Assume-se alguma novidade como sendo verdade |
“Certamente
vocês não morrerão se comerem do fruto da árvore da vida. Se dele
comerem, serão como Deus, conhecedores do bem e do mal” |
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Passo
2 |
Algo
tradicional e verdadeiro é abandonado |
A
ordem expressa de Deus, a Palavra de Deus é deixada de lado em favor da
novidade |
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Passo
3 |
Todo o
resto é adaptado |
Viram
que estavam nus, arranjaram folhas de figueira para cobrir-se |
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Resultado: |
O
pecado entrou no mundo, e a proximidade com Deus foi perdida |
Quer mais um exemplo?
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Passo
1 |
Assume-se alguma novidade como sendo verdade |
Não há
problema nenhum em ter um relacionamento sexual antes (ou fora) do
casamento, desde que se tomem as devidas precauções |
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Passo
2 |
Algo
tradicional e verdadeiro é abandonado |
Pureza
sexual, o leito sem mácula, a fidelidade |
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Passo
3 |
Todo o
resto é adaptado |
Padrões são mudados, conceitos são redefinidos (fidelidade enquanto
dure...), etc |
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Resultado: |
Relacionamentos sem compromisso, uma sociedade que “só fica”, casamentos
instáveis, famílias inseguras, filhos doentes , etc |
Vamos a mais outro, aliás bastante em moda nas novelas daTV e
em certas igrejas de hoje. Você vai ver do que estou falando.
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Passo
1 |
Assume-se alguma novidade como sendo verdade |
Não se
trata de uma opção feita por alguém. Nem de um defeito ou distúrbio
adquirido. A pessoa já nasce assim. Não tem como fugir disso. |
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Passo
2 |
Algo
tradicional e verdadeiro é abandonado |
Pecado
deixa de ser chamado de pecado.
Se alguém nasceu assim, se isso não depende dela, como é que ela pode se
arrepender?
Algo onde o poder de Deus pode se manifestar salvador, transformador,
renovador, é tratado como imutável, inevitável, como se o poder de Deus
não pudesse “chegar a tanto” |
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Passo
3 |
Todo o
resto é adaptado |
Começa-se a pregar a graça como lenitivo à consciência de quem peca.
Começa-se a misturar perigosamente os conceitos bíblicos de carne e
espírito |
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Resultado: |
Um
“vale tudo” cada vez maior |
Ahnn...? Ah, é claro que estou falando de temperamento...
Seu casamento vai mal? Melhor separar mesmo e que cada um procure a sua
felicidade, não é mesmo? Fico impressionado com a liberdade que certos
líderes cristãos demonstram para legislar sobre a vida dos outros. Mas com
que autoridade o fazem? Talvez com a sua própria, não com a de Deus. Por
conta disso, crises normais de um casamento comum passam a ser motivo de
divórcio. Casamentos e famílias não se firmam, igrejas vão ficando cada vez
mais fracas, e seus membros e frequentadores jamais saem do berçario da vida
espiritual.
Seus negócios não estão lá essas coisas? E ainda por cima seu pastor não é
da linha da prosperidade? Ora, procure outro! Ache um que venha orar por
você, impor as mãos sobre o seu livro-caixa, que derrube a ação do inimigo
que lhe impede o sucesso. E quanto ao que a Bíblia fala? Ora, acredite no
pastor e tenha fé que tudo vai dar certo.
Nossas igrejas
viram verdadeiras agências da indústria da bobageira espiritual. Não porque
elas o sejam por definição ou função, mas seus membros, os seus integrantes,
liderados por gente desfocada de Deus, transformam suas mentes em fábricas
de bobagem.
Paulo já advertia a Tito que silenciasse os faladores e enganadores que
arruinam famílias inteiras, ensinando coisas que não devem e tudo por
ganância. Os que, pela descrição de Paulo, são os que afirmam que conhecem a
Deus, mas com os seus atos o negam. Portanto, detestáveis, desobedientes e
desqualificados para qualquer boa obra (veja Tito 1).
Paulo recomendava (e recomenda a nós, hoje) que a liderança
de igrejas e ministérios seja entregue a pessoas irreprensíveis, que
demonstrem em sua vida as marcas da vida que levam com Cristo. Maridos de
uma só mulher, que tenham filhos crentes que não sejam acusados de
libertinagem ou insubmissão. Que não sejam orgulhosos, briguentos, dependentes
de álcool, violentos, gananciosos. E acima de tudo, que se mantenham
apegados à mensagem fiel de Cristo, a Sua Palavra imutável, a verdade sempre
válida!
Como evitar que nossas igrejas sejam fábricas de bobagem?
Tendo líderes que, pelo testemunho de vida, indicam que estão
arraigados na verdade imutável de Cristo, e não com coceira nos ouvidos à
busca da mais recente novidade. Eles, naturalmente, serão zelosos pela boa
doutrina, e pelo poder do Espirito que neles habita, saberão rejeitar
novidades que contrariem a eterna verdade do evangelho de Cristo (mesmo
porque essas novidades vão continuar sempre aparecendo).
Isso sim é igreja, nos moldes de Cristo, nos moldes neo-testamentários.
Do contrário, lideranças corrompidas e desqualificadas seguirão, até para
justificar-se dos seus próprios atos que as desqualificam, a ensinar a
bobageira, dando curso ao processo infalível de suas fábricas. Adotarão as
novidades como verdade, rejeitarão alguma verdade até então estabelecida, e
darão um jeito no resto.
Enfim, líderes ensinarão que o divórcio é uma boa, mesmo porque eles são
divorciados. Deixarão rolar um vale-tudo impressionante, mesmo porque seus
próprios filhos fazem parte dele. Mas sempre dirão que vivem com Cristo, de
que tudo lhes vai bem. Enfim, como Paulo já dizia.
Pena que isso acaba não sendo mais igreja, embora leve o nome de. Passam a
ser instituições, clubes, associações, irmandades. Belos nomes para
simbolizar o que são: fábricas de bobagem.
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