Um
som de qualidade para a igreja - Posicionando corretamente as caixas de som
Estética! Como
conciliar o melhor posicionamento dos equipamentos de áudio e vídeo em
nossos templos com a necessidade de manter um ambiente de aspecto agradável?
Difícil missão dos técnicos e engenheiros de sistemas de áudio, o respeito a
estética dos templos e locais de culto é uma exigência cada vez maior de
pastores e líderes. Tanto que, em alguns casos extremos, temos encontrado
instalações extremamente inadequadas, feitas dessa ou daquela forma por
exigência da liderança da igreja, com o fim de preservação da harmonia
estética.
Vamos começar analisando uma solução das mais populares, especialmente em
templos relativamente pequenos...
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autor
Fabiano Pereira
Formado em Comunicação Social, técnico operador de
áudio e técnico em rádio e TV, com mais de 17 anos de experiência
profissional. Dirige o CCPA – Centro Cristão de Produção Audiovisual, ministério
sem fins lucrativos que atende igrejas de todo o país ministrando workshops e
seminários e prestando consultoria (www.audioevideo.org). |
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Estética! Como
conciliar o melhor posicionamento dos equipamentos de áudio e vídeo em
nossos templos com a necessidade de manter um ambiente de aspecto agradável?
Difícil missão dos técnicos e engenheiros de sistemas de áudio, o
respeito a estética dos templos e locais de culto é uma exigência cada vez
maior de pastores e líderes. Tanto que, em alguns casos extremos, temos
encontrado instalações extremamente inadequadas, feitas dessa ou daquela
forma por exigência da liderança da igreja, com o fim de preservação da
harmonia estética.
Vamos começar analisando uma solução das mais populares, especialmente em
templos relativamente pequenos e não muito largos, para até 300 pessoas: a
fixação das caixas do PA (public adress = caixas de som voltadas para
o público, a congregação ou platéia) nas paredes laterais do templo.
Esse
sistema de distribuição do som pode funcionar muito bem, dependendo das
características do templo, contudo a forma de fixação das caixas na parede
tem sido um problema muito comum que tenho encontrado, com caixas “coladas”
na parede (figura 1), sem qualquer inclinação que denuncie a intenção
de enviar o som diretamente aos ouvidos da congregação.
Por princípio físico, o som “sobe”, e, por esse motivo, devemos direcionar
as caixas no sentido dos ouvidos da congregação. Devemos lembrar que um alto
falante cobre, em média, um ângulo de 90º em seu eixo horizontal e 60º em
seu eixo vertical. Sendo assim, nessa condição de instalação, as caixas
perdem metade de sua capacidade, ao investir boa parte de sua potência
sonora contra a parede lateral e o teto do templo. Além disso, gera
rebatimento indesejável, que é jogado para o centro da sala com um sensível
atraso em relação ao som recebido pelo ouvido humano diretamente do
alto-falante. Resultado: Embaralhamento e falta de legibilidade. Além disso,
como pela física o som tende a subir e buscar os extremos mais altos do
auditório, se as caixas, ao invés de estarem direcionadas ao ouvido da
platéia, estiverem simplesmente retas para a frente, boa parte desse som
sobe em direção ao teto da sala, gerando mais embolamento e aumentando o
vazamento para a vizinhança.
Uma vez visitei uma igreja onde o pastor havia exigido que as 4 caixas
compradas para o novo templo fossem instaladas próximas do teto e sem
qualquer inclinação, por uma questão de “estética”. O resultado foi
desastroso!!!! Enquanto a congregação reclamava do volume baixo e falta de
legibilidade, especialmente durante o período de louvor, os moradores das
residências vizinhas chamavam a fiscalização por não suportar o volume
proveniente do templo, que invadia suas casas. Após pagar algumas multas e
sofrer com as barreiras criadas pelo problema à evangelização dos moradores
da vizinhança, o pastor resolveu “abrir mão” de sua exigência estética e,
reposicionando as caixas, resolveu o problema.
Na
figura 2 vemos uma caixa corretamente instalada, com sua base a 1,90m do
chão, devidamente inclinada na direção do ouvido de nossa platéia. Isso nos
permite obter índices de compreensão da palavra cantada e pregada muito
maiores, com um volume menor, afinal, nosso ouvido recebe a informação
diretamente, antes que hajam rebatimentos indesejáveis em paredes, bancos,
piso, teto, janelas, e outros componentes da sala.
Como disse no início, a fixação de caixas nas paredes laterais pode ser uma
ótima alternativa se o templo for relativamente estreito. Porque isso? Em
templos mais largos, quando fixamos as caixas nas paredes laterais, acabamos
privando do som do PA os nossos irmãos sentados nas cadeiras e bancos mais
próximos do eixo central do templo. Sendo assim, particularmente adoto uma
convenção: quando sou chamado a cuidar
de
instalações de som em templos, aplico esse tipo de posicionamento de caixas
quando o espaço da congregação se divide em até 2 fileiras de bancos com 1
corredor central (figura 3). Para templos mais largos, com maior
número de fileiras, adotamos outras técnicas de distribuição do som.
No próximo artigo veremos mais algumas dessas formas, para a melhor
distribuição do som em templos com outras características construtivas. E
lembre-se: não existe equipamento de áudio potencialmente ruim, mas sim
empregado de forma ou em lugar errados. A Palavra de Deus diz que “a fé vem
pelo ouvir a Palavra”. É Preciso ouvir e COMPREENDER.
A Ele toda a Glória!
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