Distribuindo
o som no ambiente
Na edição passada,
falamos um pouco sobre a fixação das caixas de som do PA nas paredes
laterais, forma mais frequentemente encontrada em nossos salões de reunião.
Contudo, não há “receita de bolo” quando o assunto é distribuição de som num
ambiente. Cada caso exige um cuidadoso estudo, para evitar que grandes somas
de dinheiro sejam gastas sem que se logre êxito no projeto. Por isso,
gostaria de relacionar hoje mais três formas alternativas de fixação do
sistema de PA. Algum deles pode ser o ideal para o seu caso. |
autor
Fabiano Pereira
Formado em Comunicação Social, técnico operador de
áudio e técnico em rádio e TV, com mais de 17 anos de experiência
profissional. Dirige o CCPA – Centro Cristão de Produção Audiovisual, ministério
sem fins lucrativos que atende igrejas de todo o país ministrando workshops e
seminários e prestando consultoria (www.audioevideo.org). |
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Na edição passada,
falamos um pouco sobre a fixação das caixas de som do PA nas paredes
laterais, forma mais frequentemente encontrada em nossos salões de reunião.
Contudo, não há “receita de bolo” quando o assunto é distribuição de som num
ambiente. Cada caso exige um cuidadoso estudo, para evitar que grandes somas
de dinheiro sejam gastas sem que se logre êxito no projeto. Por isso,
gostaria de relacionar hoje mais três formas alternativas de fixação do
sistema de PA. Algum deles pode ser o ideal para o seu caso.
Fly PA
(fig. 1) – Esse sistema tem ganhado força no mercado, especialmente em
ambientes de médio e grande portes. O fly PA responde muito bem em ambientes
grandes e largos, onde a fixação de caixas nas paredes laterais privaria do
som a parcela do público que se senta mais ao centro do salão. Fixado sobre
o palco, permite que o som seja distribuído para todas as regiões do
ambiente sem que as hajam grandes variações de volume, o que acontecia com o
sistema clássico de PA montado em forma de torres sobre o palco, que fazia
das primeiras fileiras de público o “escudo protetor” que recebia a força do
primeiro impacto do som do PA.
Agora, se você não quiser ficar pendurado em andaimes regulamente, é bom
montar seu fly com caixas de boa qualidade e fazer um bom alinhamento do
sistema assim que o instalar, pois o acesso ao mesmo é limitado pela altura
de montagem. Outro cuidado necessário é o do posicionamento correto das
caixas, e sua inclinação. Assim como nas demais formas de fixação do PA, o
ouvido do público é nosso alvo central, enquanto a fuga do rebatimentos em
paredes, janelas e piso é o imperativo a ser observado. Trabalhe sempre com
os valores aproximados de abertura de ângulo das caixas de som: 90° no eixo
horizontal e 60° no eixo vertical. São valores aproximados, que sofrem leve
alteração dependendo das características construtivas de cada caixa, mas
servem para referenciar.
Sonorização
de teto (fig. 02) – Pouco difundido e empregado, talvez por falta de
informação, a fixação de caixas deitadas no teto, com os falantes voltados
para baixo, pode ser uma boa solução para problemas de PA em ambientes com
altos índices de reverberação, pé direito muito alto e ausência de forro.
Fixando as caixas dessa forma, o espaço vertical excedente, problemático
pela ausência de forro, é praticamente isolado ao ficar atrás das caixas.
Contudo, o segredo maior nesse tipo de projeto está em distribuir o PA em
diversas caixas de potência menor, de forma eqüidistante, evitando
proximidade muito grande com as paredes laterais (para fugir da reverberação
nestas). Isso permite um som com volume uniforme por todo o salão, evitando
a necessidade de altos níveis de pressão sonora (volume) para a
distribuição.
Fly
Central (fig. 03) – Em ambientes extremamente hostis à legibilidade
do áudio, como ginásios de esportes, a técnica de posicionamento mais
empregada tem sido a do fly central. Fixando junto um conjunto de caixas,
voltados para todos os lados (360° na horizontal), suspende-se o mesmo bem
no centro do ambiente. Isso permite que o som seja distribuído à toda a
platéia, de forma central, e ajuda a absorver parte do reverb do ambiente ao
jogar o som diretamente contra a platéia, que, além de ouvinte, é também
fonte de absorção sonora. Contudo, o local para montagem do palco se resume
a região logo abaixo do fly central, consequentemente, centro do ginásio.
Bom, essa foi, de forma extremamente condensada, uma explanação sobre as
principais formas de fixação das caixas de PA. Para conhecer um pouco mais,
leia material especializado e invista em treinamento. Hoje já existem ótimos
livros em português sobre o assunto, como “Som ao Vivo” de Renato Muchon,
“Sound Check” de Tony Moscal, e “Acústica Arquitetônica”, do Prof. Pérides
Silva, entre outros títulos, que podem lhe dar uma boa base inicial, além de
revistas especializadas, como a Backstage, que mensalmente dá ótimos toques
sobre o tema “áudio profissional”.
Quanto aos cursos de áudio profissional, de 3 bons cursos que existiam no
final da década de 90, concentrados no eixo Rio-São Paulo, hoje temos
dezenas espalhados por todo o país, presenciais ou a distância. Mas cuidado
com chalatanismo. Procure treinamento de qualidade reconhecida. Vale a pena
investir. E se tiver alguma dúvida, acesse nosso site (www.audioevideo.rg3.net)
ou mande um e-mail: estamos sempre a disposição para tirar dúvidas e servir
a igreja brasileira. A partir da próxima edição, vamos sair do meio do
público e passar a falar sobre o som sobre o palco: conversaremos sobre
monitoração.
Deus os abençoe.
Legenda das figuras:
Fig. 01 - Lombard Church of
the Nazarene, Lombard, IL -
www.csdus.com/port_lombard.htm
Fig. 02 - Brookside Church,
Fort Wayne, IN -
www.csdus.com/port_brookside.htm
Fig. 03 – Key Arena em Seatlle – WA
-
www.jblpro.com/pressroom/pd_acceptance/assets/keyarena.jpg
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