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DIÁRIO DE BORDO
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Ele chegou!
Espera o pequeno a vida vestida de imprevisível e adornada de dinâmica: conquistas, angústia de rins, encontros, a sombra da morte, prazeres, a dor da perda, o reconhecimento, a ingratidão, tudo a que tem direito um humano...
- Mas seja corajoso, irmão! Vai que o medo vai ter medo de lhe acompanhar!
Estrada afora vão com o peregrino o Altaneiro que se acocora para conversar, o Pão molhado em vinho servido na boca, o beijo leve nos olhos da brisa do Espírito e os três presentes – o suficiente para o estrangeiro guardar sua fé até voltar para o lar e o Reino em festa gritar: “Ele chegou!”.

autor
Márcio Cardoso
é presbítero e ministro de louvor na Igreja Betesda de Curitiba, PR. É músico, compositor, cantor, e é casado com Andréia. 


Ele chegou!

Veio de uma terra distante, nove meses esperamos, mas há tempo ele vem vindo!

Trouxe consigo um país...

Banhado em vida ele chega, o choro inaugura seu som e rompe o silêncio da sala.

Veio um anjo e nada mais disse do que amém! (Anjo bom não tem frustrações para lançar sobre nós expectativas, e além do mais não é veloz o bastante para saber do futuro. O futuro não aconteceu).

O guri não tinha destino traçado, estava predestinado a escrever sua história: virgem a estrada, vai ser penetrada por ele; branca a folha, ele será o rabisco.

Os pais suspiram e lhes chamam lindo, conferindo a quem “puxou”.

Os amigos bendizem: “Que ele cresça com saúde!”; “Deus abençoe os seus dias!”; “Que ele seja muito amado!”.

O Criador se orgulha: “muito bom!” (Ele sabe a quem puxou o bebê!) e lhe dá três presentes: a pena da liberdade, a eternidade no coração e o perfume da esperança. “Que as opções não lhes sejam furtadas e que, livre, ele possa escolher; que a saudade de seu País seja o mapa da Volta!”.

Espera o pequeno a vida vestida de imprevisível e adornada de dinâmica: conquistas, angústia de rins, encontros, a sombra da morte, prazeres, a dor da perda, o reconhecimento, a ingratidão, tudo a que tem direito um humano...

- Mas seja corajoso, irmão! Vai que o medo vai ter medo de lhe acompanhar!

Estrada afora vão com o peregrino o Altaneiro que se acocora para conversar, o Pão molhado em vinho servido na boca, o beijo leve nos olhos da brisa do Espírito e os três presentes – o suficiente para o estrangeiro guardar sua fé até voltar para o lar e o Reino em festa gritar: “Ele chegou!”.

Desta marcha completei vinte e nove, faltam mais alguns!

 


 

   
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